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domingo, 12 de agosto de 2012

Finde didático: Richard Rorty (2)


Ler Rorty é uma coisa terapêutica; acho até que seus livros poderiam ser categorizados como de "auto-ajuda", não fosse este espaço dominado, antes, pelo fomento ao auto-engano narcisista e pela ortopedia egóica mais rasteira. Mas é que se há um ímpeto que atravessa suas ideias de uma ponta a outra, ele é, a meu ver, e em termos freudianos, o ímpeto de desbastamento de excessos superegóicos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Masoquismo moral e criminalidade

Vida y destino, por Jesús Rodríguez.

Se houve um conceito freudiano com o qual esbarrei recorrentemente durante o estudo dos temas que mais me atraem foi o de masoquismo moral. Tenho uma vaga noção de que poderia ser decisivo numa abordagem psicanalítica dos fenômenos que Girard chama de expiatórios, por exemplo, e isso tanto para a clínica do sujeito quanto a da cultura. De que se trata, então?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O pesadelo


The nightmare, 1781, de Henry Fuessli

Estivemos discutindo a interseção entre crença em monstros, sexualidade e vida infantil (aqui, por exemplo), mas eu negligenciei o elo desta relação que talvez seja o mais importante explicitar aos leitores que não são tão familiarizados com o pensamento freudiano: o caráter sexual de nossas produções ficcionais, inferência que tem seu fundamento primeiro na conclusão freudiana de 1900, segundo a qual os sonhos são realizações (disfarçadas) de desejos (proibidos).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Freud e a "perversão": os Três ensaios (4)


Estamos de volta, e com novo visual, cortesia da talentosa Nicole Soares. Obrigado, Nicole!

Falávamos da "democratização" freudiana dos mecanismos que subjazem às práticas sexuais mais caricatas. Pois bem, ela comparece de forma particularmente nítida à seção seguinte dos Três ensaios, intitulada “fixações de alvos sexuais provisórios” (Freud, 1996 [1905], p. 147), onde Freud se debruça sobre a escopofilia, o exibicionismo, o sadismo e o masoquismo.