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| Foto por Alexandre R. Costa. |
Thomas Szasz dizia que uma grande vantagem do profissional psi é ser seu próprio instrumento de trabalho. Sua perícia, na escuta e nas intervenções, independe de aparelhos, objetos cristalizadores de técnicas, reificadores de saberes. Ouvir, refletir, devolver, apontar, questionar; nada disso exige, por exemplo, um estetoscópio. Nem mesmo, aliás, um divã. Eu concordo, mas para minha infelicidade, pois isso me coloca hoje à margem da identidade profissional psi hegemônica, eminentemente fetichista.
