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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O "eu" em Austin


Estamos analisando, a partir de uma certa crítica de Judith Butler (análoga a uma de Derrida), o estatuto do sujeito falante, performativo, na Teoria dos Atos de Fala de John Langshaw Austin. Parece-me que Austin, diversamente da concepção filosófica tradicionalmente iluminista e racionalista, pressupõe um sujeito nada soberano, mesmo que também nada alienado à constatividade.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A interpretação psicanalítica e a pragmática da linguagem


Austin é um caso intrigante: pouco estudado, não deixou de ser citado, no entanto, por gente do calibre de um Derrida. Agora que o inglês está devidamente apresentado aqui no blog, posso esboçar alguns links entre a teoria dos atos de fala e a psicanálise; eles prometem, a meu ver, enriquecer ambos os saberes. A começar pela luz que pode ser lançada sobre a concepção que sustentemos a respeito de nossas intervenções na clínica, e, mais especificamente, seu caráter interpretativo.