Um outro link entre Austin e a psicanálise exigirá que compreendamos o conceito girardiano de méconnaissance, termo que foi traduzido como ‘desconhecimento’, mas que remete mais exatamente a uma má compreensão, uma ciência parcial e distorcida. O objeto da méconnaissance em última instância é o que Girard não cansou de estudar: o mecanismo expiatório como um todo - o complexo movimento de eleição e vitimação unânime de um modelo-obstáculo em comum - mas ela atua sobre seus elementos específicos de modo distinto.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Muito além da “perversão”: um estudo transversal da Verleugnung
O artigo a seguir foi rejeitado para publicação em um periódico de Psicanálise; talvez, pois, as ideias estejam ainda desencontradas. Mas acredito que valha para introduzir a questão: como pensar a Verleugnung dentro desta abordagem desconstrucionista da perversão que venho sugerindo nos posts?
segunda-feira, 19 de março de 2012
Freud e a "perversão": os Três ensaios (5)
Da última vez dizíamos que o único critério possível para avaliar o caráter patológico de determinada configuração da sexualidade é seu grau de rigidez, fixação ou exclusividade. Pois bem, é bom lembrar que isto se aplica também à heterossexualidade monogâmica ou qualquer outro candidato a normalidade sexual que se apresente. Como Freud indicaria em uma de suas conferências, a genitalidade tradicional, ortodoxa, calcada na diferença sexual e na teleologia da reprodução da espécie não passa de mais uma "bem organizada tirania". Mas voltemos ao texto de 1905.
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