Ler Rorty é uma coisa terapêutica; acho até que seus livros poderiam ser categorizados como de "auto-ajuda", não fosse este espaço dominado, antes, pelo fomento ao auto-engano narcisista e pela ortopedia egóica mais rasteira. Mas é que se há um ímpeto que atravessa suas ideias de uma ponta a outra, ele é, a meu ver, e em termos freudianos, o ímpeto de desbastamento de excessos superegóicos.
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domingo, 12 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Finde didático: Richard Rorty (1)
Eu provavelmente não tenho cacife para apresentar o pensamento de Richard Rorty. Mas já o li bastante, e curto muito fazê-lo. Vou tentar, então, introduzir os aspectos de sua obra que me causaram questão, ou reverberaram por aqui, de um modo marcado, mesmo, pela parcialidade. E pior que acredito que esteja, assim, sendo ainda mais fiel a suas ideias do que se tentasse sistematizá-las.
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