Da última vez dizíamos que o único critério possível para avaliar o caráter patológico de determinada configuração da sexualidade é seu grau de rigidez, fixação ou exclusividade. Pois bem, é bom lembrar que isto se aplica também à heterossexualidade monogâmica ou qualquer outro candidato a normalidade sexual que se apresente. Como Freud indicaria em uma de suas conferências, a genitalidade tradicional, ortodoxa, calcada na diferença sexual e na teleologia da reprodução da espécie não passa de mais uma "bem organizada tirania". Mas voltemos ao texto de 1905.
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segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Freud e a "perversão" - prolegômenos
Mencionei ontem que as origens científicas do conceito de perversão colocam uma questão a uma parte da teorização psicanalítica (a que ainda o ratifica, de uma forma ou de outra), dados os elos teológicos implícitos e jurídicos explícitos que tais teorizações oitocentistas tinham. Para ser nítido, uma das possíveis definições de perversão na psicanálise contemporânea
baseia-se na salvaguarda da genitalidade como elemento definidor do que seria
sexualidade normal, e, no sentido moral, desejável.
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